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cerva salva

se o padre bebe...

se o padre bebe…

Sua pessoa já presenciou a tristeza que é ser um nerd? Pior, sua pessoa já teve o desprazer de ser um? Minha pessoa já. Os dois.
Sua cretinagem sabe o que seria um nerd? A meu ver – o único que importa – o nerd seria alguém com gostos considerados infantis e/ou paias, que se deixa levar pela sociedade e então se tranca e/ou foge da mesma. Se sente mal por ser o que ele é.
Não tenho nada contra nerds. Diferente disso, acho que eles serão a salvação do mundo. Quando eles param com uma coisa. A viadagem de se importar com o que os outros merdas que vivem ao seu redor pensam.
Imagine um cara com poderes fodões. Por exemplo, ele tem o poder de fazer quem entrar in eye contact ter seus intestinos destruídos e simplesmente esvaziar tudo o que tinha lá dentro na mesma hora, até mesmo os intestinos. Oxalá imagine que esta criatura tão sortuda é um bosta certinho que se importa com o resto do mundo. Então ele usa óculos escuros toda hora, para que assim ele escolha quem sofrerá com seu dom divino. Essa pessoa só usará seu poder em máxima definição se livrar-se da amarra-óculos.
Para mim, o nerd é como esse cara. Os nerds são salvadores do universo, pois eles pensam diferente – geralmente melhor – que o resto da humanidade. Mas eles se prendem com a amarra da timidez e da vergonha e nunca utilizam suas capacidades ao máximo.
Este belo, complexo e completamente correto pensamento me leva à idéia principal que quero expor neste texto mavioso.
A cerva salva.
Sim, este líquido mal compreendido, marginalizado e destratado por pais e pessoas moralistas – ou falso-moralistas, se você tiver a sorte de pensar como eu – é na verdade the fucking jesus savior para as criaturas nerds.
Se colocasse aqui quantos nerds eu conheço que hoje são pessoas melhores graças à boa e velha – holy crap, muito velha – cerva, demoraria demais e sou preguiçoso. Citarei apenas um: este que vos fala.
Pelos Deuses!, sei que é impossível conceber tal sacrilégio, sei que seus cérebros estão entrando em decomposição acelerada, alguns estão se matando, mas é a mais pura verdade. Eu, Grego o bastardo já fui nerd. Porém percebam que não sinto vergonha em admitir, pois o verdadeiro bastardo não se arrepende de nada que faz. NADA. Ele pode até reconhecer que fez cagada, mas jamais se arrependerá.
Sério, quantos esperaram a continuação da piadinha do Tropa de Elite? Mo Há Há.
Continuando, eu fui nerd. Porra, eu fui um nerd foda. Eu usava aparelho, óculos – ainda fazem parte de meu rosto – e tinha espinhas aos milhares. Jogava RPG (ainda jogo), lia algo maior q a tarefinha de casa (e ainda leio), escutava todo tipo de música que as pessoas nerdizam. E eu ainda era tímido. Fudeu, nerd do caralho, me sentia um nada. Sempre tive amigos, mas sempre foram nerds ou flertavam com a nerdice. Percebam que nunca fiz questão de conhecer pessoas-gado, mas elas são necessárias na sua convivência social – troca de favores para ser mais exato.
Comecei a namorar. Foi um namoro feio – eu gostei, mas isso não muda o fato – e de guri. Mesmo assim foi minha primeira salvação. Eu queria ser padre porra, padre!!!!
Pelos Deuses!, onde diabos eu estava com a cabeça?
O namoro iniciou minha salvação da nerdice, mas ainda ligava muito para o que os outros pensavam.
Foi aí que vim morar in my beloved Aracaju. Foi um processo longo, mas me levou á posição que sempre almejei mas nunca tinha percebido antes: sentado na mesa de um bar, segurando um copo cheio de cerva gelada – não moro na sagrada Europa, então minha cerva deve estar gélida.
Mudei completamente. Comecei a fazer amizades novas, daquelas de “oi” seguido por um “falou”, dessas que o bastardo usa quando precisa de algo. Arranjei contatos, alguém que conhece alguém que conhece aquele meu conhecido. Aprendi a respeitar mais os outros, para poder usufruir mais do que as pessoas podem me ceder. Fiquei mais solto, mais divertido, mais nenhuma.
E, mais importante, mais incrivelmente importante, aquilo que encerrará este texto de forma súbita. A cerva me transformou em bastardo.

Conclusão

DRINK YOU PUSSIES!

série de posts continuando!

Continuando a série de posts “A influência das hqs em minha vida”

Adolescência

(ou: fase revoltadinha, odeio coca-cola, USA e escuto só new metal)(ou: pagodeiros, morram!! Ahhhhhhh! Rá-tá-tá)

Foi durante esta caótica, complicada e deveras interessante fase de minha vidinha que comecei a ler Marvel e DC. Esta parte de minha experiência merece uma descrição decente.
Um tio meu se apaixonou. A garota era crente. Meu tio punk. Rapazes, vocês sabem o que um chá de _ _ _ _ _ _ (parte feminina e mais importante da mulher) faz a um pobre homem. Meu tio virou crente. Sei, sei… é triste, mas Pelos Deuses!, estritamente necessário. Continuando. Ele se apaixonou, virou crente, noivou e… se livrou de suas centenas de hqs. Centenas! Adivinhem, minhas crianças, quem herdou tamanho tesouro épico? O bastardo que vos fala. Lembro que quando abri a gigantesca arca em que meus novos pertences chegaram tive meu primeiro orgasmo intelectual. Eu tinha de 11 a 13 anos. Sempre fui adiantado.
Minha adolescência foi fundamentada nesses quadrinhos. Pelos Deuses!, a primeira vez que eu botei os olhos no Justiceiro… foi como se a bastardês em minha alma inocente simplesmente destruísse seu invólucro ectoplasmático e tomasse conta do meu ser. Foi nessa época que conheci sobre preconceitos, racismo, guerra, justiça, honra, entre vários outros assuntos pertinentes para uma mente saudável. Essas lições foram dadas por professores como Demolidor, X-Men, o já dito Justiceiro, Wolverine (ele é X-Men, mas também é meio solo), entre vários outros. Professores muito inconvencionais, marginalizados, mas mesmo assim ótimos professores. Perceba que cito apenas personagens da Marvel. Acho os personagens da DC muito mentirosos, irreais, overpower. Principalmente os heróis. Porra, o arquiinimigo do Flash é um cara normal com uma pistolinha que solta gelo. O cara mais rápido of the freaking universe contra uma pistolinha de gelo? Convenhamos.
-Mas titio Bastardo, como os personagens da DC são irreais? Todos os personagens, de qualquer editora não seriam irreais? Tinta no papel?
“Você está certa garotinha, mas eu sou uma pessoa surreal, com sua própria realidade de vivência, se você tentar continuar esta conversa, sua cabecinha loira e lindinha simplesmente implodiria. O que até seria uma coisa legal.”
Os personagens Marvel são mais reais, mais humanos. Seus poderes não são tão poderosos. O Justiceiro, fora seu extenso treinamento e suas armas, luta apenas com seu ódio, que preenche cada um de seus movimentos, em sua incansável busca por justiça. Eles lidam mais com assuntos e sentimentos do dia a dia. A DC (até onde li, parei faz tempo), tenta fazer o mesmo, mas raramente acerta. Resumindo, Marvel e DC fizeram de mim o adolescente revoltadinho, semi-cultural e quero-mudar-o-mundo que eu fui.

leiam sobre meu amor por zumbis

pessoas fantasiadas de zumbi é muito legal

pessoas que se fantasiam de zumbis voluntariamente são lindas

Muitas pessoas acham estranha minha fixação por zumbis. Por que pesquisar sobre estas obras de ficção, por que se interessar por antigas lendas de povos africanos e descendentes?
Quando um dia sua pessoa despreparada acordar e seus pais e irmãos estiverem tentando arrancar sua pele, mastigar seus músculos e chupar o tutano dos ossos, mo há há. Eu avisei.
Zumbis provavelmente não serão coisas podres, desmembradas e etc, que conseguem andar sem cabeças, intestinos e coisas do tipo. Eles serão pessoas, como eu e você. Na verdade como você, eu sobreviverei. Eles apenas serão seres humanos que terão seus cérebros invadidos e dominados por um tipo de super-vírus que em nome de controlar seu corpo, destruirá sua amada massa cinzenta. Sendo assim, os pobres “invadidos” ou “conquistados”, como ficarão conhecidos, serão pessoas lentas, retardadas e que só terão instintos básicos de sobrevivência. Por básicos eu me refiro a comer outros seres humanos, pois os outros animais são espertos o bastante para manter distâncias de quilômetros dos mortos vivos.
Os seres humanos pensam que são alguma merda. Quando o vírus dormente em nossos corpos for ativado por um mínimo aumento global na temperatura da Terra, metade da população mundial morrerá que só a porra. Da outra metade, de 90% a 95% será controlada pelo vírus. O resto será como eu. Tentará de tudo para sobreviver neste mundo divertido e interessantíssimo, que é mundo do apocalipse de zumbis.
Basicamente existirão dois tipos de grupos humanos: os arruaceiros ou bárbaros e as tribos ou colonizadores.
Os bárbaros serão as pessoas que se deixarão levar pelas coisas divertidas: liberdade, luxúria, carpe diem e outras coisas que os farão serem nômades sem causa, que só pretendem viver um dia ao máximo, pois você nunca sabe quando um zumbi chegará por detrás do arbusto e te morderá. Essa é a galera com quem andarei.
O outro pessoal será os colonizadores. Grupos de pessoas desnorteadas e sem razão, que por alguma estranha vontade, tentarão reerguer a sociedade de maneira melhor. Pobres crianças inocentes. Suas desavenças e lutas inúteis por poder os destruirão mais rápido que os zumbis poderiam querer… Essas pessoas serão motivos de chacotas diárias da minha turma.
Por isso, pessoinhas despreparadas, comecem a aprender a atirar, bater, sobreviver e a arranjar amigos que têm um lança-chamas em seus sítios (Daniel, me dê uma cópia da chave do portão).
Well povos, essa lorota toda foi apenas diversão mesmo, bem viajada e malvada. Escrevo esse post para dizer por que acho zumbis legais. Fora hordas de pessoas que eram seus parentes e amigos tentando comer a carne de seu corpo feio, zumbis tem muito de legal para discutir.
Como o que citei acima. Criaturas mortas-vivas são os melhores antagonistas simplesmente porque segundos antes eram seus maiores companheiros. Imagine o cara tendo que matar a sua mulher na noite de núpcias? Ou uma garota tendo q destruir os miolos dos seus irmãozinhos mais novos? É muita bastardês.
Quer outro motivo? Claro que darei mais motivos.
Caos. Sweet little caos… Imaginem que os pilotos de aviões e coisas voadoras virem zumbis. Simplesmente lindo. Bombas em queda livre e com pessoas lutando com zumbis dentro delas. Poético. Reflita. Todos os acidentes cm transportes terrestres, pontes levadiças, represas, usinas nucleares e outras coisinhas que a sociedade depende e que podem ser utilizadas como armas de destruição em massa acidentais.
Outro! Pelos Deuses!, a derrocada da tecnologia, a volta aos tempos em que a humanidade precisava usar seus instintos e seus brains para sobreviver.
Zumbis simplesmente unem – e isso é o básico – três das coisas que fazem o mundo ter graça: confrontos morais, caos em seu estado mais bruto e livre e a volta do ser humano realmente bastardo.
Os zumbis não destruirão o mundo, eles o salvarão.
E quem ainda acha minha fixação por zumbis estranha… na verdade esse texto não era para me explicar, não devo nada a vocês, seus vermes sujos. Só estava me divertindo. Mo Há Há.

Vídeos para sua contínua diversão*:

Bush discursa sobre a problemática da invasão zumbi

Um curto guia de sobrevivência

Mortes de zumbis (e outros)

*os vídeos estão em inglês, se não entender, vá fazer um curso.

tentarei fazer uma série de posts!

Eu sou um grande viciado no AoE. É um site do caralho, um site bastardo. Lá, eles escerevem maravilhosos posts em série, que eu acho o máximo. Tentarei copiá-los um pouco e, como todo bom bastardo, admito na chincha.

Abaixo começa a série de posts ”O que algo como quadrinhos fez por minha vida”

(não editei o post, tá no cru, como o escrevi da primeira vez)

Infância

Tentarei desta vez fazer um post que traga realmente algo de útil. Falarei sobre quadrinhos, e sua influência em minha vidinha. O que seriam estas maravilhosas junções de páginas de papel com vários desenhos nelas, que trazem enredos capazes de fazer chorar, rir, refletir ou destruir sem sentido ou razão?
Quadrinhos é isto que acabei de descrever. Claro, de uma forma rápida, preguiçosa e bastard-way. Quem não sabe pelo menos isso, Pelos Deuses!, simplesmente precisa continuar lendo.
De uma forma mais chata e certinha: Banda desenhada (português portuga) ou história em quadrinhos, quadrinhos, gibi (português brasileiro) é uma forma de arte que conjuga texto e imagens com o objetivo de narrar histórias dos mais variados gêneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros ou em tiras publicadas em revistas e jornais.
Aprendeu? Porque senão, simplesmente se atira da janela ou o que der pra fazer nesse pardieiro que tu chama de casa.
Well, deixando a bastardaria de lado, falarei o que são quadrinhos para mim. Ou como prefiro chamá-los, hqs.
Eu aprendi a ler e escrever antes de todos os meus amiguinhos, lá pela série que vem antes da alfabetização. Porque eu aprendi a ler hq. Turma da Mônica para ser mais exato. Uma hq do caralho para qualquer idade, sem restrições, preconceitos e besteiras do tipo. É incrível como o Maurício de Souza se mantém sempre atual, tratando de temas que vão do completo non sense (o melhor personagem é o Louco), a temas leves e contemporâneos (internet, jogos) e assuntos sérios, como divórcio e morte (a história em que o Chico Bento ganha uma irmãzinha e ela morre no final¹ é simplesmente muito emocionante, sempre choro).

Me distanciei incrivelmente do assunto.

A hq me ensinou a ler e escrever antes dos outros. Isso é importante ou não?
Não foi só isso, porém. Graças à Mônica e sua txurminha, fui uma criança muito mais esperta e criativa que a maioria dos futuros playboys e atendentes de lojas que me cercavam.
Isso tudo que falei sobre hqs, foi só minha infância. No póximo post, entrarei na puberdade.

¹pessoas viciadas em internet… achei a dita história e postarei o link a seguir:

“Uma estrelinha chamada Mariana”

Crônica que escrivinhei para a aula de Cabelinho

Esse texto é muito mais do que Cabelinho merece.

A necessidade de um vigilante em Aracaju

Não creio que seja apenas eu… desculpem, comecei errado. Não sou apenas eu. Todo mundo que tenha um cérebro semi-funcional percebe o aumento de violência em nossa tímida capital.

Que péssima maneira de querer ser grande.
Sei que sempre houveram áreas (os ditos bairros) da cidade relegadas ao banditismo de toda esfera criminal. Mas como qualquer outro humanóidezinho egoísta habitando nossa esfera rochosa, eu só percebo realmente as coisas quando elas acontecem em meu quintal.

Meu quintal está uma bagunça tremenda, faz até vergonha.

Meu irmão foi assaltado às 23h30min da noite, se eu estivesse na janela poderia ter presenciado o assalto.

O irmão de um grande amigo meu foi assaltado às duas horas da tarde, também próximo à minha casa.

Meu apê fica em um bom bairro, o Luzia. O bairro fica próximo ao Shopping Jardins, que, a meu ver, é um bairro rico. Que é um bairro que está sofrendo com bastante ação de assaltantes e trombadinhas.

Muitas pessoas discordam, dizendo que é pedir demais culpar a criminalidade porque meu irmão é incompetente o bastante para sair tarde da noite com documentos, celular, entre outros pendurados em uma pochete. Eu sei, ele é incompetente, ele praticamente implorou para ser assaltado. Mas isso não explica um rapaz ser assaltado a duas ruas de casa, no início da tarde, sendo até mesmo ameaçado com uma faca.

Ao contrário. Essas atitudes possuem uma explicação. Uma que é irrefutável: Aracaju cresce, com isso, sua criminalidade aumenta. Mas isto é natural. Aracaju esqueceu de um importante fator para a grande capital. Aracaju esqueceu do vigilante.

Mas o que seria o vigilante? População aracajuana, o vigilante é o Batman, o Justiceiro, o Demolidor. Nós não possuímos o nosso ViadutoTrom, a nossa Caju Girl. Nossa pequena capital deve acompanhar o crescimento global por completo, não pode esquecer de algo importante como o vigilante! Este é o equilíbrio entre o crime crescente e a polícia incompetente e/ou insuficiente. Sem a imponente e indestrutível figura do vigilante, a capital sergipana sucumbirá ao caos e loucura do mundo contemporâneo.

Candidatos, por favor, comecem a desenvolver suas origens incríveis e sofridas, comecem seus intermináveis treinos, ganhem suas fortunas, inventem seus engenhos, pois a luta pode ser tardia, mas nunca perdida.

Perdi minha virgindade (uma delas na verdade)

Perdi uma de minhas virgindades este último sábado. Eu assisti a um jogo de futebol em um estádio. E era um clássico.

Well, na verdade não era bem um jooogo, era um jogo. Nem podemos afirmar que era aquele estááádio, mas tinha um campo ao menos.

Mas um clássico foi. Um clássico de dois times não muito conhecidos, não muito bons, não muito times. Eu fui a um jogo do Sergipe VS Confiança. E devo dizer: superou todas as minhas expectativas.

Comecemos pelo começo do princípio inicial. Fui com dois amigos meus e dois irmãos amigos de um dos anteriores. Esses irmãos torciam pelo Sergipe (que a partir de agora será denominado gipão). Estava escolhido meu lado do estádio. Como todos os outros quebrados do mundo, fomos by busu (que como sempre estava cheio, fedendo e a ida foi uma bosta). Quando estávamos a chegar, fomos avisados pelos irmãos que o nosso ponto seria o segundo, pois o que fica em frente ao estádio pertencia ao Confiança. Neste ponto minha nova experiência começa, neste ponto o futebol de gramado ao vivo começou a se inserir em minha vida.

Descemos no ponto designado e nos direcionamos a portaria. Nada que eu não esperasse: gente feia, gente bêbada, gente feia e bêbada e outras associações desconcertantes e traumatizantes. Compramos os ingressos, tomamos duas cervas cada um e adentramos o sagrado gramado sergipano. Again, nada que não esperasse. Antes de subir às arquibancadas passamos por um tipo de portal do inferno de comidas oleosas, assassinas e psicopatas. Juro Pelos Deuses! que um cachorro quente urrou para mim e eu vi um pastel atacar uma criança. Passado esse estágio letárgico de punição, subimos as escadas, e… fiquei surpreso. Realmente surpreso.

O Batistão é realmente um estádio! Bonito, arrumado e aconchegante. Tudo de uma forma bem simples e, convenhamos, sergipana. Tinha bastante policiamento e as torcidas organizadas estavam próximas mas isoladas. Subimos a parte da arquibancada designada aos torcedores não-engajados em torcidas semi-criminosas organizadas e ficamos quase no topo desta. Quando encontramos outros amigos dos amigos do meu amigo, sentamos e ficamos assistindo a partida juvenil que estava rolando na hora.

Deveras interessante. A rapaziada tinha bastante garra e até mesmo algum talento. Tudo isso sem ter almoçado e estando jogando em pleno começo de tarde. Velho, os caras devem ter batido muito nas mamãezinhas deles para estarem sofrendo daquela maneira….
Gipão juvenil 6 X 0 no Confiança juvenil. Começamos bem.
O jogo das crianças terminou, e após um momento de preparação, aquecimento e outros desdobros, teve início o jogo de verdade. Aquele que todos esperavam. Aquele que valeu R$ 3,50.

Povos que possam a vir ler este post. Segue agora um esclarecimento para todos. Sou muito preguiçoso. Muito mesmo. Acho que possuo alguma estranha doença. Ou moscas tsé-tsé com parasitas enfraquecidos por terem contraído uma versão reduzida da peste negra me contaminam a todo o momento, resultando em minha falta de disposição. E elas são invisíveis.
Por isso que resumirei o jogo em uma frase: meio tosco, meio feio, meio frustrante. Confiança venceu o Gipão por 2 X 0.

Ficamos putos. Mesmo eu não sendo realmente um torcedor do Gipão. Aí chego realmente na melhor parte do jogo: torcer.

É incrível como é contagiante, você estar cercado por várias pessoas, todas elas ansiando o mesmo final, o mesmo desfecho. O que me leva a outro apontamento: a torcida do Gipão é uma merda. Parece a porra da torcida do São Paulo. Todo mundo fica sentado, ninguém grita, ninguém vibra. No máximo aquelas pessoas podres batiam palmas (às vezes) ou xingavam os jogadores (sempre). Isso é o contrário do que uma torcida deveria fazer. Uma torcida de verdade está lá, gritando, ajudando, inflando o time. Os xingamentos ficam para depois do jogo. Tirando a TEC (Torcida Esquadrão Colorado) e a galera que eu estava junto, muita pouca gente realmente torcia.

Já a torcida do Dragão parecia torcida de time grande. Deu até orgulho de ver.
Uns acontecimentos a parte foram as milhares de brigas e focos de guerrilha urbana entre as torcidas organizadas. Perdi muitos lances do jogo para rir dos malaca tomando cacete dos poliça.
No geral a tarde foi muito boa, bastante divertida. A cerva tava gelada, vibrei, curti, vi malaca apanhando. Uma bela tarde de família.

Primeiro descarrego (os primeiros blogs eram assim né?)

Filho mais velho, esse pobre arrombado. O sofrido filho mais velho tem o dever ético – imposto por uma sociedade atrasada e erroneamente moralista – de ser responsável por tudo que remeta a responsabilidades em uma casa. Seus lobotomizados pais acham que só ele tem maturidade necessária para realizar responsáveis feitos. Lobotomizados, isso mesmo. Sabem por quê? Porque não importa quão jovem, descolado, sábio e outras coisas os pais achem que são sempre existirão certos atrasos mentais que os possuirão.

O do filho mais velho perfeito e único enviado divino da família é um.

Sigam minha linha de pensamento. Os ditos pais põem toda a responsabilidade no pobre azarado do primogênito, pois “ele é o mais velho”. Certo, lindo, mas desde quando, Pelos deuses!, idade é sinônimo de maturidade? Continuando o pensamento, se apenas o filho mais velho fica responsável por todas as atividades extracurriculares da família, quando os mais novos vão aprender a ser eles mesmos maduros e responsáveis? Quando a banana vermelha do amarelo laporado aparecer e disser “Feito! Agora és responsável, sê feliz!”.

Acho que não.

Post mais importante e profundo que jamais farei de novo

O que leva você a acordar toda manhã?
Pense sobre isso um pouco…


Pronto, me responda. Você não sabe, não é, sua coisa imprestável? Sabe por que você não sabe? Porque você é um merda, só por isso.
-Caralho, esse cara acabou de começar essa bosta de blog e todo dia ele me xinga de alguma coisa!
É isso mesmo, te xingarei todos os dias até sua porra de cabeça começar a raciocinar alguma coisa além do show do final de semana e que roupa magnífica, espalhafatosa e caríssima uso amanhã naquela coisa que vou só para aparecer chamada faculdade.
Agora pararei de falar com você, pois a distância virtual me impede de te dar um sopapo, e isso me deixa fulo.
Voltando ao assunto de acordar e tal, sabe o que me leva a acordar todo dia? Não é a falta de sono – alguns engraçadinhos pensaram nisso que eu tô ligado -, não é a faculdade, as responsabilidades, as oportunidades. Nada dessa besteira lugar-comum e/ou rotineira que tendem a nos abobalhar. É a porra da incerteza.
Transmute sua mente na minha por um momento. Se seu cérebro já leu um livro ou dois acho q ele suporta a mudança de sistema. Pronto? Vamos lá.
São seis e alguma coisa da manhã, Grego acorda, olha pro celular e pensa “Falto ou não, velho?”.
- Grego, sabe quem está falando com você agora?
- Pelos Deuses!, seria cthulhu, a abominável divindade extraplanar que controla os deuses e o mundo com cordões de puro caos e indiferença?
- Não, seu merda viajandão, é a porra da indiferença, deixa de viadagem e levanta logo.
Há! Há!

Lições de Spider Jerusalem sobre jornalismo, essa coisa ingrata com a qual pretendo um dia me torturar

esse é o Spider Jerusalem (assim mesmo, sem acento – mas por quê? – porquê eu gosto)

Agora que já foram apresentados, dividirei com alguém que venha a ler este blog algumas lições de Jornalismo que aprendi com o Spider - acho que tem mais, qualquer coisa depois posto.

Lição number one:

 

Alguém na platéia não concorda com isso? Bem, se não concorda comente, porque eu – o criador deste diarinho virtual – concorda, e é isso que me importa. Sempre fui um cara prático, que acredita que zumbis dominarão a Terra, ou seja, você tem que estar preparado para fazer o que faz com pouco, com o necessário. Minha pessoa acredita que e isso que o demente do Spider queria dizer. Que está bastante óbvio e desnecessitava completamente de meu comentário.

Lição number two:

Velho, todos sabem que técnica é importante, que acadêmicos morreram para construir toda a teoria e modo de agir do seu curso e blá, blá… blá. Lembrem, pequenos marimbondos, seus professores mais legais são você e o mundo – a ordem varia de cliente para cliente – e os profissionais mais fuderosos, incríveis e irremediavelmente fodões são os autodidatas – Pelos Deuses!, como queria ser um deles.

Lição number three:

Essa é fácil, quem é bom é bom, exclamação. O bom jornalista não lembra das aulas da professorinha Betânia bigode-de-gato Maria no meio de um tiroteio em uma daquelas superlotadas bolsas de valores para poder sobreviver e ainda cobrir *a causa de tudo. Ele segue é a porra do instinto, da rapidez de reação e das lições realmente importantes que juntou no período de curso. Ou não.

*a causa de tudo foi um sanduíche de atum que caiu e fez um barulho parecido com um rato morrendo e fazendo um barulho parecido com o de uma manada de formigas sino-finlandesas assassinas.

Lição number four:

Simples: se fôssemos comparar um bom jornalista com um herói, você seria o justiceiro. Porra, que legal, agora me formo.

Essas são as primeiras lições se achar mais pela hq, eu posto aqui. Lições de vida e outras coisas toscas também.

Vou começar estraçalhando alguém…

Recadinho para os estúpidos e preconceituosos:

   Você já sentiu algo parecido com uma pata imunda, algo tão sujo que está categorizado entre a fossa de um grupo de leprosos com disenteria, e o vômito acumulado na privada do mais fudido pub irlandês apertar seu cérebro até que ele vaze entre seus dedos? Agora imagine que depois disso algo fungoso e apodrecido começa a empurrar pancada como a porra do Balboa depois de uma seringa de heroína e uma fumada de crack. Até a pobre massa cinzenta e avermelhada começar a mijar neurônios e pedir por mamãe?
   Eu já.
Você, criatura dormente e não reflexiva, você – seu verme abestalhado comedor do lixo sem graça do lugar-comum. Isso mesmo seu merda, você. Será que já sentiu brisas letradas em expansão geométrica inflarem sua podre e inutilizável – a já citada geleca cinzenta – a novas dimensões maravilhosas e assustadoras? Como se você agora pertencesse a uma raça hiperevoluída de seres trangênicos cibernéticos extraplanares e começasse a finalmente entender alguma merda de alguma coisa?
   Eu já de novo.
   Leia quadrinhos seu demente. Permita que o velho bastardo chute suas entranhas cranianas com a mais podre, distorcida, surreal e violenta realidade.
Leia quadrinhos seu anestesiado. Escancare a portinhola enferrujada de sua mente para a sabedoria do último homem.
Deixe-se levar pelos quadrinhos e, sob a tutela do titio Warren e do titio Vaughan, talvez você se torne um ser que valha a pena levar uma cuspida.

   P.S.: claro, seus inúteis, não se prendam apenas nos dois. Existem muitos gênios dos quadrinhos por aí e você vai achar sozinho. Seu merda.